Estudantes de Barra da Estiva criam inseticida natural à base de mamona

Estudantes de Barra da Estiva.
Foto: Divulgação | SECTI-BA

As perdas na produção agrícola por conta de pragas representam um prejuízo de mais de R$ 60 bilhões por ano, segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Para ajudar agricultores familiares no combate a essas pragas na cultura de alface (Lactuca sativa), os estudantes Caíque Santos, Amanda Santos e Larissa Freitas, do Colégio Estadual de Tempo Integral Professora Ana Lúcia Aguiar Viana, de Barra da Estiva, na Chapada Diamantina, criaram um inseticida à base de mamona (Ricinus communis).

Os jovens cientistas contam que a ideia nasceu após diálogos com pequenos produtores. “A professora Joseane Morais, que é nossa orientadora, estimulou para que a gente buscasse soluções para problemas enfrentados pela comunidade local. Foi então que fizemos pesquisas e conversamos com moradores da região, que relataram dificuldades no controle de pragas, como formigas e lagartas, nas plantações de alface”, afirma Caíque Santos.

Após a pesquisa de campo e a produção do inseticida, os estudantes realizaram testes controlados para verificar a eficácia do produto. “Foram plantados pés de alface, dos quais 50% receberam inseticida e 50% não receberam. Ao final da análise, foi identificada uma melhor qualidade dos pés que receberam o inseticida. Eles apresentaram menor incidência de pragas e melhor desenvolvimento”, garante Amanda Santos.

Destaque no Encontro Estudantil da Secretaria da Educação, o projeto entra em nova fase. “O objetivo é buscar novas formas de utilização da mamona na agricultura familiar, contribuindo para práticas mais sustentáveis e de baixo custo. Nesse primeiro momento, foram beneficiados agricultores familiares da comunidade Fazenda Capão do Cipó, que demonstraram interesse na aplicação do inseticida natural”, explica a orientadora Joseane Morais.


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