
O policial Israel Serafim Santos, de 41 anos, encontrado morto neste sábado (21) após desaparecer em um rio na Terra Indígena Yanomami, integrava a Força Nacional desde 2023 e também era soldado da Polícia Militar da Bahia. O agente atuava em operações de combate ao garimpo ilegal na região.
Conhecido como soldado Serafim, ele deixa dois filhos e uma namorada. O desaparecimento ocorreu na última quinta-feira (19), no rio Uraricaá, na área da Estação Ecológica de Maracacá, logo após a participação em uma ação de desmonte de um acampamento de garimpo ilegal.
O corpo foi localizado por volta das 10h deste sábado, a cerca de 300 metros do ponto onde ele havia desaparecido, em um trecho de corredeiras. Segundo as informações, o policial ainda estava com todo o equipamento, incluindo farda e armamento.
Na Polícia Militar da Bahia, Serafim integrava a Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe), unidade voltada ao patrulhamento rural e a operações de alto risco, especialmente na região da Chapada Diamantina.
A Casa de Governo da Presidência da República, responsável pela coordenação das ações na Terra Yanomami, destacou a trajetória profissional do agente. Ele ingressou na PM da Bahia em 2011 e, posteriormente, passou a atuar em missões consideradas de grande relevância em diferentes regiões do país pela Força Nacional, incluindo a proteção de terras indígenas na Amazônia.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública, ao qual a Força Nacional é vinculada, divulgou nota de pesar pela morte do policial. “O ministro expressa solidariedade à família e aos amigos da vítima, reiterando o compromisso do Governo Federal em prestar todo o apoio necessário aos familiares neste momento de dor”, diz trecho da nota assinada pelo ministro Wellington César Lima e Silva. Com informações do G1.




