Teto do plenário da Câmara de Palmas de Monte Alto desaba e prédio é interditado

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Foto: WhatsApp | Chapada Hoje

O plenário da Câmara de Vereadores de Palmas de Monte Alto, no Sudoeste da Bahia, ficou parcialmente destruído após o teto da estrutura desabar completamente sobre as bancadas, mesas e cadeiras. O incidente ocorreu na noite desta sexta-feira (7), em um momento em que não havia expediente na Casa Legislativa. Ninguém ficou ferido.

O desabamento chamou a atenção pela ausência de condições climáticas adversas no momento do incidente, como chuva forte ou ventania. Toda a estrutura de gesso e os painéis que compunham a cobertura cederam repentinamente, atingindo a área destinada aos vereadores e ao público.

Parte dos escombros ficou espalhada sobre as mesas de votação e pelo piso do plenário. Apesar dos danos materiais provocados pelo colapso, não houve registro de vítimas.

As causas do desabamento ainda serão apuradas. Entre as possibilidades a serem avaliadas estão eventuais problemas estruturais, desgaste dos materiais ou falhas no sistema de fixação do forro. A avaliação técnica deverá determinar se houve comprometimento de outras partes da edificação e se existe risco de novos desabamentos.

Diante da situação, o prédio da Câmara foi interditado e o acesso às dependências do Legislativo está proibido. A medida foi formalizada por meio da Portaria nº 008/2026, assinada pelo presidente da Casa, Domingos Rodrigues Porto Neto (Neto), e publicada em edição extraordinária do Diário Oficial do Legislativo neste sábado (8).

Segundo a portaria, embora ninguém tenha ficado ferido, o desabamento representa potencial risco à segurança de vereadores, servidores, colaboradores e cidadãos.

Com a interdição, fica proibida a entrada de vereadores, servidores e do público em geral. O acesso será permitido somente a profissionais responsáveis por inspeções, perícias, avaliações e serviços técnicos, além de agentes públicos previamente autorizados pela Presidência.

Servidores passam a trabalhar de forma remota

Enquanto o imóvel permanecer interditado, os servidores da Câmara passarão a exercer suas funções em regime excepcional de trabalho remoto, com a manutenção das atividades administrativas e legislativas.

O atendimento à população e aos vereadores será realizado por telefone, e-mail, aplicativos de mensagens e demais canais de comunicação disponibilizados pelo Legislativo.

A portaria estabelece ainda que o período de 10 a 14 de agosto será destinado à realização de inspeções, levantamentos e vistorias técnicas. O objetivo é identificar as causas do desabamento, avaliar as condições de segurança de toda a edificação e definir as intervenções necessárias para a recuperação do prédio.

Câmara solicita engenheiro à Prefeitura

Também neste sábado (8), o presidente da Câmara encaminhou o Ofício nº 068/2026 ao prefeito Tito, solicitando a disponibilização de um engenheiro do quadro técnico da Prefeitura para realizar uma inspeção no imóvel e emitir um Laudo Técnico de Avaliação Estrutural.

De acordo com o documento, o laudo deverá apontar as condições estruturais do prédio, identificar as possíveis causas do desabamento, verificar a existência de outros pontos de risco e indicar as intervenções necessárias para garantir a segurança da edificação.

A Câmara solicitou que a vistoria seja realizada com a maior brevidade possível, a fim de permitir o início dos procedimentos administrativos e técnicos necessários à recuperação do imóvel já na próxima semana.

Após a conclusão do diagnóstico, caberá à Presidência adotar as providências para a execução dos serviços de recuperação. A portaria prevê, inclusive, a possibilidade de contratação direta em situação de emergência, desde que atendidos os requisitos estabelecidos pela legislação.

Enquanto durar a interdição, ficam suspensos todos os eventos, reuniões e demais atividades presenciais que dependam da utilização do prédio da Câmara. Exceções poderão ocorrer somente mediante autorização da Presidência e desde que não comprometam a segurança das pessoas.

A prioridade, neste momento, é concluir as avaliações técnicas, identificar as causas do desabamento e verificar as condições de segurança da estrutura antes da retomada das atividades presenciais.

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